A Umbanda é um caminho de espiritualidade que reúne conhecimento, natureza, ancestralidade, consciência, caridade e busca pelo equilíbrio. Ao longo de sua história, diferentes tradições e escolas desenvolveram formas próprias de compreender os Orixás, suas manifestações e suas relações com a vida.

Entre esses conceitos está o dos Tronos da Umbanda.

Os Tronos podem ser compreendidos como grandes campos de força e manifestações das qualidades divinas que sustentam diferentes aspectos da existência. Na perspectiva apresentada pela Umbanda Sagrada, especialmente a partir da obra de Rubens Saraceni, essas forças são organizadas em sete grandes irradiações: Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração.

Cada uma dessas irradiações possui duas polaridades complementares, formando um conjunto de sete Tronos e 14 Orixás.

Neste artigo, vamos conhecer essa estrutura e refletir sobre o significado dos Tronos para quem busca compreender a Umbanda como caminho de espiritualidade e desenvolvimento da consciência.

Importante: este conteúdo apresenta uma perspectiva de compreensão dos Tronos relacionada à Umbanda Sagrada e à sistematização desenvolvida por Rubens Saraceni. A Umbanda possui diferentes tradições, fundamentos e formas de interpretar os Orixás. O objetivo aqui não é estabelecer uma única verdade sobre a Umbanda, mas oferecer uma referência para o estudo e a reflexão espiritual.

O que são os Tronos da Umbanda?

A palavra Trono pode nos levar imediatamente à ideia de um lugar de poder ou autoridade. Dentro da concepção dos Tronos da Umbanda, porém, podemos ampliar essa compreensão.

Um Trono representa um campo de manifestação de uma qualidade ou sentido divino da criação.

Na sistematização da Umbanda Sagrada, encontramos sete grandes irradiações:

  1. Amor
  2. Conhecimento
  3. Justiça
  4. Lei
  5. Evolução
  6. Geração

Essas sete irradiações são compreendidas como fundamentos que sustentam diferentes dimensões da existência.

Assim, o Trono da Fé está relacionado à capacidade de acreditar, confiar e estabelecer conexão com o sagrado. O Trono do Amor relaciona-se à união, à harmonia e à capacidade de amar. O Conhecimento está relacionado à expansão da consciência e à busca pelo saber. A Justiça estabelece equilíbrio e merecimento. A Lei organiza, direciona e movimenta. A Evolução conduz os processos de transformação. E a Geração está relacionada à vida, à criação e à manifestação.

Na obra de Rubens Saraceni, essas sete linhas não são simplesmente “linhas de um Orixá”. Elas são apresentadas como grandes irradiações divinas que sustentam diferentes manifestações da criação.

Por que existem 14 Orixás?

Uma das características importantes dessa concepção é que cada Trono possui duas polaridades complementares.

Isso significa que não devemos compreender essas polaridades como “bem e mal” ou como uma oposição entre forças boas e ruins.

São forças complementares.

Uma polaridade manifesta, irradia e sustenta determinadas qualidades; a outra atua de maneira complementar, equilibrando, absorvendo, direcionando ou corrigindo aquilo que precisa ser transformado.

É dessa estrutura que surge a compreensão dos 14 Orixás distribuídos nos sete Tronos.

Essa organização é uma das características marcantes da sistematização da Umbanda Sagrada.

Essa estrutura de sete Tronos e 14 Orixás é uma referência recorrente na literatura e nos estudos relacionados à Umbanda Sagrada.

Polaridade não significa oposição

Quando falamos que cada Trono possui duas polaridades, é importante evitar uma interpretação simplista.

Não estamos falando de uma disputa entre forças “boas” e “más”.

A ideia de polaridade pode ser compreendida como complementaridade.

Na sistematização da Umbanda Sagrada, os Orixás são organizados em polos que atuam de maneira complementar dentro de cada irradiação.

Essa visão permite compreender que equilíbrio não significa eliminar uma força.

Significa compreender como diferentes manifestações podem participar de um mesmo propósito.

É semelhante ao que encontramos em diversos fenômenos da natureza: expansão e retração, movimento e repouso, criação e transformação.

A existência se manifesta por relações.

A perspectiva da Umbanda Sagrada

A organização dos sete Tronos e dos 14 Orixás apresentada neste artigo tem como referência a Umbanda Sagrada, especialmente a obra de Rubens Saraceni, que sistematizou conceitos relacionados às sete irradiações, aos Tronos e às polaridades dos Orixás.

Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que a Umbanda é plural.

Existem diferentes formas de compreender os Orixás, as linhas, os fundamentos e a própria natureza da Umbanda.

Portanto, conhecer uma determinada sistematização não significa negar outras formas de conhecimento.

Significa conhecer uma perspectiva.

E conhecer perspectivas diferentes também faz parte de uma espiritualidade consciente.

Perguntas frequentes sobre os Tronos da Umbanda

O que são os Tronos da Umbanda?

São campos de força ou manifestações das qualidades divinas que, na perspectiva da Umbanda Sagrada, organizam-se em sete grandes irradiações: Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração.

Na sistematização da Umbanda Sagrada, são apresentados sete Tronos, cada um relacionado a uma das sete grandes irradiações.

Os sete Tronos são formados por 14 Orixás, organizados em pares de polaridades complementares.

Oxalá, Logunan, Oxum, Oxumaré, Oxóssi, Obá, Xangô, Egunitá, Ogum, Iansã, Obaluaiê, Nanã, Iemanjá e Omulu

Não necessariamente.

A Umbanda possui diferentes tradições, escolas, fundamentos e formas de compreender os Orixás. A estrutura apresentada neste artigo corresponde à perspectiva relacionada à Umbanda Sagrada e à obra de Rubens Saraceni.

Sim. Além de seu significado espiritual, os sete sentidos podem servir como uma ferramenta de reflexão sobre aspectos fundamentais da existência: fé, amor, conhecimento, justiça, lei, evolução e geração.

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Aqui, buscamos compreender a espiritualidade de maneira profunda, consciente e aberta, respeitando a diversidade das tradições e reconhecendo a Umbanda como um caminho que pode ultrapassar os limites de uma definição exclusivamente religiosa.

Conhecimento espiritual também é caminho de transformação.

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