A Curimba na Umbanda é parte da força que sustenta os pontos cantados e os trabalhos espirituais de uma casa. Além disso, ela reúne canto, atabaque, aprendizado e dedicação em um trabalho coletivo. No Templo de Umbanda Povo de Aruanda (TUPA), em Valinhos, acreditamos que cada pessoa pode descobrir seu lugar. Por isso, quem deseja aprender pode chegar com respeito, disposição e vontade de servir.
Já toca atabaque.
Gosta de cantar.
Já participou de uma curimba.
Tem vontade de aprender.
Quer colocar o seu dom a serviço.
Você não precisa chegar sabendo,
Nem trazer tudo pronto pra começar,
Pode vir com vontade, aprendendo,
Com o coração aberto pra escutar.
Chegue com respeito, chegue com amor,
Chegue com coragem, seja quem você for.
Não precisa saber, não precisa entender,
Só venha com vontade de aprender.
O couro vai ensinar no seu momento,
O canto vai encontrar sua voz,
O toque vai criando entendimento,
E a curimba vai unindo a todos nós.
Não é sobre quem sabe mais tocar,
Nem sobre quem consegue se destacar,
É sobre colocar o que você tem
A serviço da casa e do bem.
Se o atabaque chamou seu coração,
Se o canto despertou algo em você,
Talvez não seja apenas emoção,
Talvez seja um caminho pra viver.
Então venha ouvir, venha conhecer,
Venha no seu tempo, venha aprender.
A porta está aberta para quem chegar
Com humildade no peito e vontade de ajudar.
Na Umbanda, a curimba está relacionada aos cantos e toques que acompanham os trabalhos espirituais e as giras. Nesse contexto, os pontos cantados contribuem para a sustentação dos trabalhos e fazem parte da expressão ritualística de muitas casas.
Além disso, a curimba reúne diferentes elementos, como canto, atabaque, ritmo e participação coletiva. Por isso, fazer parte de uma curimba não significa apenas aprender a tocar um instrumento.
É necessário também compreender o contexto em que a música está inserida, respeitar os fundamentos da casa e desenvolver uma relação de dedicação com o trabalho.
Dessa forma, a curimba pode ser compreendida não apenas como música, mas como uma expressão de fé, união e serviço.
A forma como a curimba é organizada, os instrumentos utilizados, os toques, os pontos e as funções dos integrantes podem variar de acordo com a tradição e os fundamentos de cada terreiro.
Por isso, fazer parte de uma curimba não significa apenas saber tocar um instrumento. Significa aprender, ouvir, cantar, respeitar os fundamentos da casa e compreender que a música está inserida em um contexto energético-espiritual.
O trabalho do curimbeiro começa antes do primeiro toque.
Começa na presença, na escuta e na intenção de estar a serviço da gira.
Na Umbanda, o canto e o toque fazem parte da experiência ritual. Quando vozes, atabaques, palmas e pessoas encontram sintonia, cria-se uma experiência coletiva que envolve e conduz o trabalho.
Por isso, tocar na Curimba não é apenas executar um ritmo.
É aprender a ouvir.
É respeitar o tempo da casa.
É compreender os pontos.
É cuidar da própria postura.
É colocar técnica, voz e presença a serviço.
Porque o atabaque pode marcar o ritmo. Mas é a intenção que dá sentido ao toque.
Antes de aprender a bater no couro,
é preciso aprender a ouvir.

Você já toca, conhece pontos e tem experiência em terreiro?
Queremos conhecer sua trajetória.

Você está começando a aprender atabaque ou pontos cantados? O desenvolvimento acontece com tempo, prática, orientação e convivência.

Talvez você ainda não saiba tocar. Tudo bem. O primeiro passo pode ser conhecer a casa, ouvir, aprender e descobrir se esse caminho faz sentido para você.

A curimba também é canto. Se você tem afinidade com os pontos cantados, sua voz pode encontrar um espaço dentro desse trabalho.
Você não precisa ter todas as respostas.
Não precisa chegar sabendo tocar.
Não precisa saber exatamente onde esse caminho vai levar.
Precisa apenas estar disposto a conhecer, aprender e servir.
Na Umbanda, curimba — também chamada de corimba — é o grupo responsável pelos toques de atabaque e pelos cantos sagrados, conhecidos como pontos cantados, durante os rituais e as giras.
A curimba ocupa um papel fundamental no terreiro. Por meio do som dos atabaques, das vozes e do ritmo, ela sustenta e movimenta a energia espiritual do trabalho, acompanhando os diferentes momentos da gira e contribuindo para a sintonia de médiuns e participantes.
Mais do que tocar e cantar, fazer parte de uma curimba de Umbanda é participar ativamente do trabalho da casa. O toque e os pontos cantados ajudam a criar a atmosfera da gira, favorecem a concentração dos médiuns e acompanham momentos como a abertura, a defesa, o desenvolvimento e o encerramento dos trabalhos.
A curimba é formada pelos curimbeiros, pessoas responsáveis pelos toques e cantos, podendo contar, conforme a tradição de cada terreiro, com atabaques, agogôs, chocalhos e outros instrumentos, além da própria voz.
Atabaque, canto, ritmo e intenção se encontram para sustentar o trabalho.
Dentro da compreensão da Umbanda, o som pode auxiliar na limpeza e movimentação das energias, na busca pela sintonia com as vibrações dos guias de luz e na concentração necessária para o desenvolvimento dos trabalhos espirituais.
Por isso, a curimba pode ser compreendida como o coração sonoro da gira: ela não está simplesmente acompanhando o ritual, mas participa dele.
Quando o couro vibra, a voz canta e o coração se coloca a serviço, a curimba acontece.
E é justamente por isso que ser curimbeiro vai além de saber tocar atabaque. É aprender a ouvir, cantar, sentir, respeitar os fundamentos e colocar sua presença a serviço da casa.
O curimbeiro é o médium ou músico responsável por tocar os atabaques, cantar os pontos e sustentar a harmonia e a energia dos trabalhos espirituais. Na Umbanda, ele exerce uma função fundamental na dinâmica da gira, utilizando o som, o ritmo e o canto como instrumentos de conexão e sustentação do trabalho.
Mais do que executar uma música, o curimbeiro participa ativamente do ritual. Seu toque acompanha os diferentes momentos da gira, enquanto os pontos cantados ajudam a estabelecer a sintonia com os Orixás e guias espirituais, de acordo com os fundamentos da casa.
🥁 Tocar os atabaques
Executar os toques sagrados que estabelecem e sustentam o ritmo da gira, acompanhando os pontos e os diferentes momentos do trabalho.
🎶 Cantar os pontos
Puxar ou acompanhar os cantos sagrados que fazem parte dos trabalhos, contribuindo para a sintonia com as forças, Orixás e guias cultuados pela casa.
✨ Sustentar a energia
Por meio do toque, do canto, da concentração e da presença, contribuir para manter a harmonia e o equilíbrio vibratório do ambiente, favorecendo a concentração dos médiuns e participantes.
🌿 Conduzir e acompanhar o ritual
Acompanhar, por meio dos pontos e toques, os diferentes momentos da gira, contribuindo para sua abertura, desenvolvimento e encerramento e, conforme os fundamentos da casa, auxiliando nos momentos de incorporação e desincorporação.
Dentro da compreensão espiritual da Umbanda, o curimbeiro também pode ser compreendido como um polo de irradiação de força, utilizando o som e o canto como instrumentos de movimentação, harmonização e limpeza energética.
O toque e os pontos cantados estabelecem uma forma de comunicação entre o plano físico e o espiritual, traduzindo em ritmo, voz e vibração a sintonia vivenciada durante o trabalho.
Por isso, ser curimbeiro não significa apenas saber tocar atabaque.
É preciso desenvolver escuta, concentração, disciplina, sensibilidade, respeito aos fundamentos e disposição para servir.
O curimbeiro não toca apenas para a gira. Ele coloca o seu toque a serviço da gira.
Não. Você não precisa saber tocar atabaque para começar a participar de uma curimba.
Se você está conhecendo a curimba na Umbanda e tem vontade de participar, mas nunca tocou um instrumento, não precisa se preocupar. Em muitas casas, é possível começar como iniciante e aprender gradualmente, sempre respeitando os fundamentos, a doutrina e a orientação do terreiro.
Cantar os pontos: acompanhar os curimbeiros e ajudar a sustentar os cantos;
Bater palmas: contribuir para manter a cadência e o ritmo da gira;
Aprender instrumentos de apoio: como agogô, xequerê e chocalho;
Observar e acompanhar: desenvolver percepção musical e conhecer os diferentes toques antes de começar a tocar;
Aprender atabaque: iniciar o estudo dos ritmos com orientação de quem já possui experiência.
Dessa forma, uma pessoa sem experiência musical também pode começar a aprender curimba.
A experiência pode ser desenvolvida com estudo, prática e orientação. Para quem está começando, o mais importante é aprender a ouvir, acompanhar os pontos, compreender os ritmos e respeitar os fundamentos da casa.
Também é possível aprender dentro do próprio terreiro, quando a casa oferece esse desenvolvimento. O aprendizado deve acontecer de forma gradual, respeitando a orientação dos responsáveis pela curimba e dos dirigentes.
A participação na curimba depende principalmente da função que a pessoa exercerá e das regras estabelecidas pelo terreiro. Algumas casas podem permitir a participação de pessoas que não fazem parte da corrente mediúnica, enquanto outras podem restringir determinadas funções aos seus próprios médiuns ou integrantes autorizados.
Por isso, não existe uma regra universal: a doutrina da casa deve ser sempre respeitada.
Na Umbanda, podem fazer parte de uma curimba médiuns da própria casa, curimbeiros, ogãs e, em algumas situações, pessoas convidadas de outros terreiros, desde que tenham autorização do dirigente espiritual e respeitem os fundamentos e as regras da casa.
Não existe uma única composição de curimba válida para todos os terreiros. Cada casa pode estabelecer seus próprios critérios. De modo geral, podem participar:
São os integrantes responsáveis principalmente pelos toques dos atabaques e instrumentos de percussão utilizados durante os trabalhos.
Podem ser homens ou mulheres, conforme a tradição e as regras da casa. Em algumas vertentes, o termo Ogã possui um significado e uma função ritual específica, portanto não deve ser utilizado como sinônimo de curimbeiro em todos os contextos.
São as pessoas que conduzem ou sustentam os pontos cantados da Umbanda, ajudando a manter o canto, o ritmo e a participação da corrente durante a gira.
Uma pessoa pode fazer parte da curimba mesmo sem tocar atabaque, contribuindo principalmente por meio do canto.
Em muitos terreiros, médiuns da própria corrente podem aprender a cantar ou tocar instrumentos e, com autorização e preparo, integrar a curimba.
Isso significa que ser médium não impede nem garante automaticamente a participação na curimba. A possibilidade depende das orientações e dos fundamentos do terreiro.
Algumas casas também recebem curimbeiros ou grupos convidados para participar de determinadas giras, eventos ou trabalhos.
Nesse caso, a participação deve ocorrer com o conhecimento e a autorização dos responsáveis pelo terreiro.
Embora cada terreiro tenha suas próprias regras, alguns princípios são fundamentais:
1. Autorização
A pessoa deve ter autorização do Pai de Santo, Mãe de Santo ou dirigente responsável pela casa.
2. Respeito à doutrina
É importante conhecer e respeitar os fundamentos, os rituais e a forma de trabalho daquele terreiro.
3. Preparação
Quem deseja tocar ou cantar precisa desenvolver conhecimento sobre pontos cantados, ritmos e dinâmica da gira.
4. Disciplina e responsabilidade
A curimba não é apenas uma atividade musical. Ela participa da condução e sustentação dos trabalhos, exigindo concentração, compromisso e respeito.
5. Sintonia com a corrente
O integrante precisa compreender que canto, ritmo, atabaques e demais instrumentos estão integrados ao trabalho realizado durante a gira.
Se você deseja fazer parte de uma curimba, o melhor caminho é conversar com o dirigente da casa, conhecer suas regras e começar seu desenvolvimento de acordo com a orientação recebida.
Na curimba, técnica, canto, ritmo e espiritualidade caminham juntos — sempre com respeito aos fundamentos de cada terreiro.
Os pontos cantados na Umbanda são uma das principais formas de expressão espiritual e ritual da religião. Mais do que músicas, são compreendidos dentro da tradição umbandista como cantos sagrados que ajudam a criar, direcionar e sustentar a atmosfera da gira, além de transmitir ensinamentos, louvar os Orixás e entidades e marcar diferentes momentos dos trabalhos.
Os pontos podem ser utilizados para homenagear, saudar ou chamar a presença espiritual de determinados Orixás e guias, de acordo com o momento e os fundamentos do trabalho.
Cada ponto possui uma letra, melodia, ritmo e finalidade que podem estar relacionados a determinada linha, Orixá ou entidade.
O canto coletivo cria uma participação conjunta entre médiuns, consulentes e demais integrantes do terreiro.
Dentro da compreensão espiritual da Umbanda, essa união entre voz, fé, ritmo e intenção contribui para a sustentação energética do trabalho.
Os pontos cantados também ajudam a organizar a dinâmica da gira.
Existem pontos associados, por exemplo, à:
Assim, os pontos funcionam também como uma espécie de linguagem ritual, indicando à corrente o momento e a finalidade de cada etapa.
Os pontos cantados e os toques da curimba auxiliam na sintonia entre os médiuns e as entidades, podendo acompanhar processos de incorporação e desincorporação.
O canto, o ritmo, as palmas e a concentração coletiva ajudam a criar o ambiente ritual necessário para o trabalho.
É importante, porém, compreender que a forma como a incorporação acontece e o papel atribuído aos pontos pode variar entre diferentes terreiros e vertentes da Umbanda.
Além de sua função ritual, os pontos cantados da Umbanda preservam conhecimentos e tradições.
Suas letras podem apresentar referências a Orixás, entidades, elementos da natureza, histórias, símbolos, ensinamentos e fundamentos transmitidos dentro da tradição.
Por isso, aprender um ponto não significa apenas memorizar uma música. É importante compreender o que está sendo cantado, para quem o ponto é destinado e em qual momento ele é utilizado.
Essa transmissão oral também contribui para a preservação da memória e da identidade dos terreiros.
Mais do que simplesmente cantar, entoar um ponto é participar de uma tradição que utiliza a palavra, o ritmo e a fé como formas de expressão e conexão espiritual.
O Templo Tupa, fica em Valinhos, interior de São Paulo, e convida você que sente vontade de conhecer mais sobre a Umbanda, aprender sobre a curimba e se aproximar de uma casa espiritual, para participar desse caminho conosco.
Se você gosta de pontos cantados, atabaques, música, espiritualidade e deseja aprender, venha conhecer o Templo Tupa e descobrir como funciona a nossa curimba.
Se você está em Valinhos, Campinas, Vinhedo, Itatiba, Louveira ou região e tem curiosidade sobre a Umbanda, será muito bem-vindo para conhecer o Templo Tupa.
Se você procura um terreiro de Umbanda em Valinhos e gostaria de conhecer uma casa, seus trabalhos e a tradição da curimba, este pode ser o primeiro passo.
Não é necessário chegar com experiência.
Venha com respeito, coração aberto e vontade de aprender.
Será uma alegria receber você para conhecer nossa casa, nossa curimba e nossa forma de vivenciar a Umbanda.
Conheça. Participe. Aprenda. Conecte-se.
Valinhos – São Paulo
Curimba • Pontos Cantados • Atabaques • Umbanda
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